domingo, 20 de novembro de 2016

A maldição é outra

O Rio de Janeiro é a cidade mais linda do mundo. O Rio de Janeiro é a cidade mais feia do mundo.
Não é oxímero. Há é truísmo.
A fortificação da violência e da impunidade começa com o Brizola, me lembro. O crime perdoado como problema social. Acordos com os bandidos. O estado dentro do Estado.
Uma inimaginável sequencia de picaretas políticos, de gente despreparada e populista.
Cariocas, por que???
Cabral aumenta salários e subsídios para os privilegiados. E corta impostos! Achando que o petróleo salvaria para sempre? O Rio implodiu numa explosão de dívidas.
Francesco Caselli e cia publicaram no AJMacro: municipio com mais receita de petróleo é onde grassa mais firme a corrupção, os desvios.
Mas não existe maldição de recursos naturais, existe maldição política. Já foram na Noruega?


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Desigualdade no Brasil (hat tip Gedeão Ferreira)

Paper do Marcelo Medeiros, Pedro Herculano e Fabio Avila mostra que em 2012, se você ganhava mais que 3 mil por mês, você estava entre os 10% mais ricos do país !!


Pois é, percebeu que você não é classe media coisa alguma? Você é rico no Brasil!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

DESIGUALDADE -- Nome nos eixos corrigidos!

Adivinhando o cenário Trump

Difícil saber o que vai rolar agora que entramos na Trumplândia – já estava difícil chutar um cenário com a Hillary.

Por qualquer que seja o canal, no entanto, parece que o juro pode ter entrado em uma nova tendência. O viés do programa econômico é inflacionário: aumento de tarifas, déficit público, expulsão de trabalhadores.

Em cima disso, parece que o potencial de crescimento não está avançando e a ociosidade é pequena.

Pode até ser que um programa agressivo de infraestrutura somado a cortes de impostos possa dar uma ajuda, mas isso tem cara de cenário alternativo.

Para onde pode ir o juro de 10 anos? Um ponto de partida que parece conservador é imaginar que o “hiato” entre o juro efetivo e o atualmente sinalizado pelas diretrizes do FED se fechará.

Fazendo uma conta de padaria chego perto de 3%.

Se for isso, o dólar aqui tem bastante espaço para andar ainda.

Segura a peruca! (ou o topete)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Jabuticaba inflacionária

Protecionismo dos avançados abre espaço para os emergentes?

Artigo interessante de Lorenzo Bini Smaghi no FT ontem. Refletindo sobre a onda de protecionismo que vem engolindo os países desenvolvidos, o italiano desenvolve dois cenários com base em lições da história.

O primeiro baseia-se no precedente de 1930. Um país fecha aqui, outro retalia acolá, o jogo de soma negativa continua e todos perdem no final. A ameaça de reação dura ao acionamento do tal Artigo 50 pelo Reino Unido pode ser um indício de que o mundo caminha nessa direção.

A sacada está na segunda hipótese, baseada em precedente ocorrido bem antes, no Séc. XV, quando a economia mundial era liderada pela China, entre outras coisas pelos vínculos comerciais mantidos com o resto do mundo. 

Por algum motivo, em determinado momento na metade do século o país decidiu dar um cavalo de pau na globalização. Os fluxos comerciais com o Ocidente diminuíram, esforços para descoberta de novos territórios e mercados foram interrompidos, gringos foram convidados a se retirar e a muralha foi reforçada para manter os mongóis em seu devido lugar. O colega não faz menção ao tamanho do topete do chinês que bolou esta estratégia, mas dá para imaginar algo espetacular.

Diante da política isolacionista da China, ao invés de retaliar, a Europa mudou o eixo de seu comércio em direção ao Ocidente. Tornou-se paulatinamente hegemônica enquanto a China amargou um encolhimento secular que começou a ser revertido apenas há pouco tempo - na esteira de movimento de integração com a economia mundial.

Diante do protecionismo crescente patrocinado por campeões do livre comércio como EUA e Reino Unido, os países emergentes, liderados pela China, podem escolher maior integração entre si. Nada garante que isto ocorrerá, mas o passado sugere que os tropeços recentes dos países avançados abrem uma bela oportunidade para a periferia.